3° SIMPÓSIO MARÍTIMO DA ZOPACAS
VIERNES, 10 DE ABRIL DE 2026 – BRASIL
Área Marítima do Atlântico Sul (A.M.A.S.) como uma referência chave para o monitoramento das linhas de comunicação marítimas e fluviais.
A 9ª Reunião Ministerial da ZOPACAS, realizada no Rio de Janeiro em abril de 2026, reafirmou o compromisso dos países do Atlântico Sul com a manutenção da região como uma zona de paz, livre de conflitos armados, rivalidades geopolíticas extrarregionais e armas de destruição em massa. O encontro destacou a crescente preocupação com a intensificação da competição estratégica global e seus possíveis reflexos no Atlântico Sul, reforçando a necessidade de cooperação regional para preservar a estabilidade e a segurança marítima. Nesse contexto, os Estados membros enfatizaram o fortalecimento do multilateralismo, da troca de informações e da coordenação entre autoridades nacionais, além de reconhecerem, conforme estabelecido no Art. 7º da Declaração do Rio de Janeiro: “Acolhemos com satisfação as iniciativas destinadas a fortalecer a confiança mútua entre os Estados membros da Zona por meio da cooperação em defesa, incluindo mecanismos para o intercâmbio eficiente de informações entre autoridades competentes e instituições pertinentes, e reafirmamos a Área Marítima do Atlântico Sul (A.M.A.S.) como uma referência chave para o monitoramento das linhas de comunicação marítimas e fluviais e para o fortalecimento da consciência situacional marítima (MDA, na sigla em inglês), incentivando o desenvolvimento de arranjos cooperativos similares, conforme apropriado, no Atlântico Sudeste”.
Durante o 3° Simpósio Marítimo da ZOPACAS no dia 10 de abril de 2026, o Contra-Almirante Calixto, na qualidade de Coordenador da Área Marítima do Atlântico Sul (CAMAS), apresentou uma visão convergente com os resultados ministeriais, ao enfatizar a necessidade de ampliar a integração entre a AMAS e os demais países da ZOPACAS. Sua abordagem destacou que o fortalecimento da segurança marítima regional depende diretamente da intensificação de exercícios conjuntos, da padronização de procedimentos operacionais e, sobretudo, da ampliação dos mecanismos de intercâmbio de informações entre os países membros. Nesse contexto, a Organização reforça seu papel integrador ao convidar os países da ZOPACAS a participarem como observadores em suas atividades, ampliando gradualmente o nível de envolvimento e confiança mútua. Adicionalmente, coloca à disposição o SISCAM-E como ferramenta estruturante para a condução de exercícios conjuntos, proporcionando maior dinamismo, interoperabilidade e padronização nos treinamentos. Tal posicionamento encontra respaldo direto nas diretrizes da declaração ministerial, que incentiva o desenvolvimento de arranjos cooperativos e mecanismos eficientes de compartilhamento de dados para enfrentar ameaças como pirataria, pesca ilegal e outros ilícitos transnacionais.
A correlação entre o que foi deliberado na reunião ministerial e a apresentação do Contra-Almirante Calixto evidencia uma clara convergência estratégica: enquanto a ZOPACAS estabelece o arcabouço político-diplomático para a cooperação no Atlântico Sul, a AMAS se consolida como o instrumento técnico-operacional capaz de materializar essa cooperação no domínio marítimo. Dessa forma, a integração entre ambas as iniciativas tende a potencializar a capacidade dos países da região de monitorar, proteger e garantir a segurança das linhas de comunicação marítimas, contribuindo não apenas para a defesa, mas também para o desenvolvimento sustentável e a estabilidade regional.

Apresentação do CAMAS no 3º Simpósio Marítimo da ZOPACAS.
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