CAMAS fortalece a interoperabilidade regional e a Consciência Situacional Marítima no Atlântico Sul.

VIERNES, 28 DE AGOSTO DE 2026 – BRASIL

A atividade destacou o valor de integrar pessoas, procedimentos, tecnologia e experiência profissional para aprimorar a coordenação entre os países da área.


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Representantes do CAMAS e dos COLCO participaram de uma conferência sobre interoperabilidade, fortalecendo o intercâmbio profissional e a coordenação regional.


No marco das atividades de cooperação e intercâmbio do Coordenador da Área Marítima do Atlântico Sul (CAMAS), foi realizada uma conferência sobre interoperabilidade, ministrada pelo Contra-Almirante (RE) A.R.A. Marcelo Luis Fernández, com a participação de representantes do CAMAS e dos COLCO do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai.


A exposição abordou a interoperabilidade a partir de uma perspectiva integral. Mais do que a compatibilidade entre sistemas e equipamentos, destacou-se que a interoperabilidade envolve a capacidade de pessoas e organizações de se compreenderem, planejarem, coordenarem e executarem ações de maneira articulada, mesmo diante de diferenças de idioma, cultura institucional, procedimentos ou ferramentas tecnológicas.

No âmbito do CAMAS, essa capacidade assume especial relevância por contribuir para consolidar uma compreensão compartilhada do ambiente marítimo. O intercâmbio oportuno de informações, a padronização de procedimentos e a existência de mecanismos eficazes de ligação favorecem a Consciência Situacional Marítima (CSM) e permitem aprimorar a coordenação diante de situações de interesse comum no Atlântico Sul.

Nesse sentido, a CSM não depende apenas da tecnologia. Requer pessoal adestrado, procedimentos conhecidos, canais de comunicação confiáveis e uma cultura de cooperação capaz de transformar a informação disponível em uma apreciação comum e útil para a tomada de decisões.

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O fator humano e a experiência profissional dos assessores.

Um dos eixos centrais da conferência foi o fator humano. A tecnologia oferece capacidades, mas são as pessoas que as transformam em resultados concretos. Por isso, a formação, a flexibilidade, a adaptabilidade e a experiência profissional são determinantes para sustentar processos efetivos de interoperabilidade.

Na organização do CAMAS, a experiência profissional dos assessores constitui um ativo essencial. O conhecimento acumulado em funções operacionais e de coordenação permite interpretar procedimentos nacionais, identificar pontos de convergência, facilitar o entendimento entre organizações e aportar critério profissional ao processo de assessoramento.

A presença de assessores dos países integrantes também fortalece a confiança mútua. Sua interação cotidiana favorece a construção de vínculos profissionais estáveis, reduz atritos decorrentes de diferenças doutrinárias ou culturais e contribui para gerar condições para uma cooperação mais ágil e previsível.

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A padronização das comunicações e o emprego de Oficiais de Ligação foram destacados como facilitadores do assessoramento, da coordenação e da sincronização de tarefas.


Oficiais de Ligação, continuidade e lições aprendidas.

A figura do Oficial de Ligação foi apontada como um elemento especialmente valioso em ambientes multinacionais. Sua função facilita a comunicação entre organizações, agiliza o assessoramento e contribui para sincronizar esforços quando convergem diferentes procedimentos, idiomas e culturas institucionais.

Outro aspecto destacado foi a conveniência de manter continuidade entre aqueles que participam do planejamento e os que intervêm na execução. Essa vinculação permite preservar o contexto das decisões adotadas, aprimorar a coordenação e enriquecer o processo de avaliação posterior.

Além disso, a interoperabilidade se fortalece por meio de um ciclo permanente de planejamento, coordenação, execução e lições aprendidas. A experiência obtida durante cada atividade deve retroalimentar os processos futuros e contribuir para a melhoria contínua das capacidades regionais.


INTEROPERABILIDADE: uma capacidade construída em conjunto.

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A interoperabilidade no CAMAS integra pessoas, procedimentos, tecnologia e informação para fortalecer a cooperação, a confiança mútua e a Consciência Situacional Marítima.

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Durante a exposição, foram analisadas lições aprendidas vinculadas à comunicação, ao fator humano e à continuidade entre o planejamento e a execução das operações.


Uma ferramenta para fortalecer a cooperação marítima regional.

Atualmente, o Contra-Almirante (R.E.) A.R.A. Marcelo Luis Fernández atua como professor de Planejamento Operacional na Escola de Guerra Naval da Armada Argentina e como professor convidado do William J. Perry Center, dos Estados Unidos, em cursos vinculados a políticas de segurança marítima.

Para o CAMAS, os conceitos desenvolvidos durante a atividade reforçam uma ideia central: a interoperabilidade não é um resultado isolado, mas uma construção permanente. Requer integrar capacidades humanas e tecnológicas, procedimentos, capacitação, mecanismos de ligação e, especialmente, relações de confiança entre os países participantes.

A conferência constituiu uma valiosa instância de intercâmbio profissional e permitiu aprofundar a reflexão sobre os desafios e as oportunidades para continuar fortalecendo a cooperação, a interoperabilidade e a Consciência Situacional Marítima no Atlântico Sul.



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